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Existem lugares que carregam um encantamento próprio, a Chapada dos Veadeiros é um deles. Mas o que eu pude presenciar foi outro tipo de encanto... aquele que nasce da energia e da troca entre cada mulher que habita um mesmo espaço.
Foi sobre se reconhecer na outra antes mesmo de ouvir sua história. Foi entender que ali estávamos seguras para ser quem somos e que poderíamos ser ainda mais. E fomos. Teve quem saltasse vários metros de altura e teve quem partiu de lá com uma coragem menos visível, a de saber o quanto pertencem ao mundo, o quanto suas vozes são ouvidas e o quanto elas inspiram. No fim conhecer um lugar novo acaba sendo a cereja do bolo, pq a base de tudo são as conexões que se moldam ali.
A Thaís e a Giulia não apenas organizam o encontro, elas estão presentes em cada detalhe. Elas criam o espaço, mas também se deixam atravessar por ele e isso faz toda a diferença.
Eu voltei com algo que não cabia na mala, mas que veio junto mesmo assim... uma versão de mim que se lembrou de si mesma. Estar entre mulheres que se veem e que se celebram, foi algo que ficará em mim por muito tempo. Às vezes a gente não viaja para conhecer um lugar. Viaja para se reencontrar.
Laryssa · 30 anos
Product Designer